Crime bárbaro homem mata esposa e mantém enteado em cárcere e comete suicídio

Uma criança de sete anos presenciou a mãe, de 36 anos, ser morta pelo padrasto dele de 31 anos, no último domingo dia (17/09) e foi mantido em cárcere pelo homem durante três dias ao lado do cadáver da própria mãe, três dias depois o criminoso cometeu suicídio.

Os crimes aconteceram na residência da família, no bairro Sapiranga, a criança foi resgatada pela Polícia na tarde da última quinta feira (21/09).

O odor dos corpos e o choro do menino chamaram a atenção da vizinhança que acionarão a Polícia Militar.

O portão da casa foi arrombado por volta das 16 horas e a criança foi encontrada acuada, suja, com fome, com marcas de agressões e estava no quarto, ao lado do corpo da mãe.

O analista de sistemas da imobiliária, João Vega Filho ainda trêmulo com a tragedia disse que a empresa foi acionada pela Polícia para comparecer ao local. A casa tinha sido alugada pela família há 15 dias.

João foi uma das primeiras pessoas a entrar no duplex, na Rua Água de Prata.

A criança relatou que o padrasto matou a mãe após uma festa no domingo, ainda havia três mesas juntas, bebida e foi encontrado um pó branco no sofá e algumas pedrinhas, relatou.

Conforme o analista, os familiares do homem relataram que ele era dependente químico desde os 15 anos e já havia passado por clínicas de recuperação.

Os parentes da esposa, que também estiveram no local, ficaram sabendo da dependência ontem.

Segundo João, os vizinhos relataram que ouviam as brigas do casal desde a mudança.

O funcionário da imobiliária disse que a criança estava em estado de choque e contou ter ficado todos estes dias ao lado do corpo da mãe.

João afirmou ainda que, por causa do cheiro, era difícil entrar no quarto em que a criança permaneceu.

Atendido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), o menino foi medicado, alimentado e entregue aos parentes maternos.

Aos profissionais a criança repetiu que o padrasto matou a mãe no domingo à noite e, depois disso, retirou o televisor da casa e escondeu os celulares.

Conforme relatos de familiares a João Vega, o pai do menino morreu há alguns anos vítima de um AVC.

A guarda da criança deve permanecer com a avó materna até pronunciamento da justiça.

A Perícia Forense esteve no local, no começo da noite de ontem, conforme o delegado da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) João Paulo Machado, ainda será necessário colher todos os dados para entender a dinâmica do crime, além do resultado dos laudos periciais. 

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