Lula se compara a Messi e diz que Doria ‘cumpre papel’ ao atacá-lo
Um dia depois de iniciar sua caravana pelo Nordeste, o ex-presidente
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se comparou ao jogador argentino Lionel
Messi e criticou o prefeito de São Paulo João Doria (PSDB), afirmando
que o tucano “saiu do nada” para atacá-lo.
“Ele faz tipo um cara de novela. Tem um
papel a cumprir. Vou atacar Mascherano [zagueiro do Barcelona] ou Messi
[atacante do time]? Tô apanhando que nem cachorro vira-lata e quando
esses caras veem uma pesquisa, eu tô na frente”, disse Lula em entrevista à rádio “Metrópole”, da Bahia.
Lula ainda afirmou que Doria “saiu do nada” e que não o conhecia: “Eu
queria que ele governasse São Paulo, só isso. Primeiro vai ter que
comprovar que ele pode fazer. Uma coisa é gerir quitanda, outra coisa é
gerir uma cidade”, disse.
Candidato
Na entrevista, Lula ainda afirmou que será candidato à Presidência da República “para ganhar”. E que, mesmo se for impedido pela Justiça de concorrer, terá papel de protagonismo na campanha presidencial. “Serei
cabo eleitoral mais valioso deste país. Eu serei como o Neymar está
para o PSG, eu estarei para as eleições de 2018. Eu estou muito
tranquilo e consciente do que precisa ser feito para este país”, afirmou.
“Possíveis”
O petista citou como possíveis candidatos do PT os governadores petistas Rui Costa (Bahia), Fernando Pimentel (Minas Gerais), Camilo Santana (Ceará) e Wellington Dias (Piauí), além do ex-ministro Jaques Wagner.
Dilma
Na entrevista, Lula declarou que não concorreu em 2014 porque Dilma não o procurou abrindo mão do direito à reeleição. “Havia
um movimento volta Lula e chamei o pessoal para responsabilidade […] Eu
cheguei e falei que a candidata era Dilma, não tinha sentido eu tentar
tomar o mandato da Dilma, se ela tivesse me procurado e sugerido minha
volta, ela não me procurou, não conversou eu intuí que ela queria se
reeleger e cabia a mim ajudar”, afirmou.
Gerente
Ao elogiar a “capacidade gerencial” da sucessora, ele admitiu que Dilma era alvo de críticas de políticos. “A
Dilma não pediu pra ser presidente, eu que indiquei. Demonstrou uma
competência extraordinária como gestora e à medida que eu fui escolher
um presidente, e eu pensei em Dilma, a capacidade gerencial que ela
tem”, disse. “Ela fez muita coisa no ponto de vista gerencial, já no político muita gente se queixa. Não sei se ela tem culpa sozinha disso”,
completou. Sem fazer uma referência direta à ex-presidente, Lula disse,
no momento que falava das críticas a Dilma, que para governar é preciso
ter “capacidade de ouvir”.
Laja Jato
Lula voltou a criticar a Operação Lava Jato e a imprensa e afirmou que o
juiz Sérgio Moro o condenou para atender interesses da Rede Globo.
“O apartamento do tríplex não é meu, saiu na sentença do próprio Moro
que não é meu, mas fui condenado, porque, se eu não fosse condenado,
como é que Moro ia se explicar com a Globo? Com o Jornal Nacional?”, afirmou Lula. Segundo o ex-presidente, o Ministério Público “construiu uma mentira” ao comparar o PT a uma organização criminosa e afirmar que ele seria o chefe desta organização.
“Então, tudo o que Lula fez no governo foi para roubar. Essa tese não
se sustenta. E qual é a preocupação minha? Eles não tem como sair dessa
mentira”, afirmou.
“Beija o pé”
Por fim, o petista voltou a lamentar a decisão da Justiça Federal de
suspender a entrega de um título de doutor honoris causa da UFRB
(Universidade Federal do Recôncavo Baiano) acatando ação do vereador de
Salvador Alexandre Aleluia (DEM). “Fico
com pena do vereador, é tão medíocre. Primeiro porque ele deveria me dar
o título, ele sabe que faz parte da elite política perversa. Aquela
universidade lá tem o maior percentual de negros. Ele deveria beijar meu
pé”, afirmou. Nesta sexta-feira (18), Lula visitará as cidades
de Cruz das Almas e São Francisco do Conde, no recôncavo baiano. A
caravana deve durar 20 dias e passar por 25 cidades do Nordeste.
Com informações da Folha

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